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Abertura do CAOS traz debate sobre dificuldades enfrentas por mulheres

Em roda de conversa, mulheres compartilharam experiências de superação nas artes e no contexto da economia criativa
por publicado: 19/11/2019 19h19 última modificação: 19/11/2019 21h49

O primeiro dia do CAOS foi marcado pelo debate sobre a escassez no universo de produção artística e feminina. Milena Travassos, Laura Melo, Betita Valentin, Letícia Falcão e Nathália Ferreira compartilharam suas experiências na superação de limites impostos das mais variadas formas às mulheres que vivem da arte ou no contexto da economia criativa.

Nathália, por exemplo, falou sobre sua jornada pelos caminhos do grafite e do hip hop. Sua arte propõe uma nova representação das mulheres negras. “Sou mulher, preta, de periferia, vinda de escola pública. Minha vida é escassez, minha família é escassez”, ressaltou. Ela conta que começou a pintar mulheres coloridas justamente pela falta das tintas na cor que desejava. Os obstáculos a ajudaram a se reinventar, difundindo sua arte pelo Brasil e até vencendo concursos nacionais.

 Laura  apresentou seus trabalhos, que expressam as dificuldades das mães artistas,  a violência a qual as mulheres são submetidas, as relações abusivas. Em frente ao Campus, junto com o coletivo Gravos, ela fixou um lambe que evidencia o feminicídio, dando nome a vitimas espalhadas por todo o Brasil.

As demais debatedoras também compartilharam iniciativas criativas para questionar e dar visibilidade as produções realizadas em meio à escassez. Letícia Falcão e Betita Valentim, que atuam no Fab lab Recife, refletiram sobre o papel da mulher no panorama da economia criativa. Já Milena Travassos debateu sobre o poder da imagem e sua importância para a inclusão e construção de visibilidades, de sujeitos e seus corpos e, também, do outro.

Abertura Oficial – O coral Quatro Cantos se apresentou na abertura oficial do CAOS, que contou com falas dos coordenadores dos cursos de Computação Gráfica e Artes Visuais, Felipe Gabriele e Janilson Lima, da diretora de Ensino, Swanne Almeida, e da diretora-geral do IFPE Olinda, Luciana Padilha.


“É a quarta edição e a primeira realizada nesse espaço, que estamos construindo com a participação de todos e todas. Com muita garra e vontade, decidimos realizar o evento num cenário de contingenciamento de recursos. O resultado está sendo lindo. Cada um doou um pouco de si”, comemorou Padilha. Já a reitora em exercício do IFPE, Juliana Andrade, contou que percebeu a alma de todos os servidores e estudantes no evento, enfatizando que o trabalho coletivo é uma forma de resistência.


O evento - Nesta quarta edição são oferecidas cerca de 80 atividades gratuitas nas áreas de arte e tecnologia, entre oficinas, minicursos, exposições, performances e palestras. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site http://bit.ly/caosifpe. Em algumas atividades como oficinas e minicursos, 50% das vagas só serão ocupadas no dia do evento.


Entre as oficinas, por exemplo, há estamparia, design de jóias contemporâneas, pontilhismo, charges, criação de histórias, capoeira, arte cinética, filtros dos sonhos, videocast, roteiro, design de personagens, zine, design de slides, lettering para iniciantes, mandalas derretidas, arte postal, origami, pintura com café, animação de capa de Fanpage e fotomontagem.


Entre as exposições, poderão ser conferidos produtos em realidade virtual e realidade aumentada, mostra de fanzines, caricaturas, fotografias, escultura, gravuras, pinturas, animações e mandalas. Haverá ainda a exposição Arte pra cego ver, que recria com textura e relevos obras de grandes artistas pernambucanos, possibilitando o acesso às pessoas com deficiência visual.


As palestras e debates tratarão de temas que vão desde a inteligência artificial, passando pelo espaço da mulher na arte contemporânea até empreendedorismo. Todas elas dialogando com o tema do evento que trata da criatividade em tempos de escassez. Os participantes do evento poderão comprar produtos artísticos diferenciados na Feira Criativa, como telas, gravuras e obras de cerâmica, papel machê, molduras, ecobags, camisetas, mandalas, macramês e sketchbooks. Haverá ainda flash tatoos a preço de custos e um kg de alimento. O material arrecadado será doado ao Hospital do Câncer. O CAOS será realizado no IFPE Olinda, localizado na Avenida Fagundes Varela, no bairro de Jardim Atlântico.