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IFPE Caruaru recebe o projeto Inclusão em Ação

Momento dialogou sobre a inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva no ambiente escolar
publicado: 29/09/2016 18h14 última modificação: 29/09/2016 18h14

Na última quarta-feira (28) o IFPE Caruaru recebeu uma equipe de profissionais do Instituto que trabalha com a Língua Brasileira Sinais e o Sistema Braille. O encontro debateu procedimentos básicos para a inclusão do público com necessidades específicas nas instituições de educação profissional. A iniciativa foi uma realização da Pró-Reitoria de Extensão em parceria com o Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne).

A equipe foi composta por Alaíde Cavalcanti, Assistente Social e Coordenadora de Políticas Inclusivas do IFPE; Otávio Silva, Tradutor e Intérprete de Libras do campus Pesqueira; Andreza Wendel, Revisora Braille do campus Igarassu; e José Carlos, professor de Educação Física do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco.

O período da manhã foi reservado para uma conversa com o estudante Leandro Silva, de Engenharia Mecânica, primeiro aluno do curso com perda total da visão. A equipe ouviu a experiência do discente e as dificuldades que enfrente diariamente. Andreza apresentou a Linha Braille ao estudante, que teve seu primeiro contato com o equipamento. O momento também foi acompanhado pela equipe da Assessoria Pedagógica do campus e do NAPNE, Jane Beserra, Aliny Freitas e Ana Denise.

Durante reunião com os servidores do campus, José Carlos apresentou seu relato como primeiro aluno cego do curso de Educação Física da UFPE, expondo os desafios da inclusão da pessoa com deficiência visual. “Existem muitas pessoas que não estão sendo atingidas pela sociedade, por isso devemos sempre trabalhar a inclusão”, defendeu. Os docentes do campus trocaram ideias com José Carlos sobre os métodos que utilizam com Leandro durante as aulas. “Trata-se de um jovem cheio de expectativas e são os professores que vão contribuir para que ele possa alcança-las”, afirmou.

Tradutor e Intérprete de Libras, Otávio Silva dialogou sobre o papel desse profissional em sala de aula, como a responsabilidade de promover a mediação do surdo com a comunidade acadêmica, além de orientar os professores e demais agentes envolvidos no ato educativo. Andreza Wendel também esclareceu as atribuições do Revisor Braille e externou sua experiência com Lenilson Vitório, aluno cego do curso de Informática para Internet do campus Igarassu. “Não podemos desistir da inclusão, pois estaríamos abandonando sonhos e vidas”, afirmou.

Para Ana Denise, o momento representou “a oportunidade de administrativos e professores refletirem, juntos, sobre as políticas inclusivas para as pessoas com deficiência visual e auditiva”. Já a diretora de Ensino, Raphaela Banks, destacou a importância do encontro e espera que o momento tenha sido o primeiro de muitos outros.