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Campus Caruaru sediou a Semana da Pessoa com Deficiência

Atividades aconteceram de 22 a 24 de agosto e envolveram o debate sobre a inclusão.
publicado: 24/08/2017 16h59 última modificação: 24/08/2017 22h45
Exibir carrossel de imagens Leandro da Silva durante a vivência Mitos e Verdades sobre a Deficiência Visual.

Leandro da Silva durante a vivência Mitos e Verdades sobre a Deficiência Visual.

De 22 a 24 de agosto, o IFPE Caruaru promoveu atividades pautadas no debate sobre a inclusão para marcar a passagem da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A abertura ficou por conta da apresentação musical da dupla Sivonildo e Sivonaldo, seguida por uma interação com o estudante Leandro da Silva, abordando mitos e verdades sobre a deficiência visual. O evento foi uma iniciativa do Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência. "As ações desenvolvidas durante a semana objetivaram evidenciar as potencialidades das pessoas com deficiência e contribuir com o processo de inclusão", afirmou Raquel Feitosa, Intérprete de Libras.

Uma das ações foi a vivência sobre deficiência auditiva, oferecida por Bruna Letícia, diagnosticada com perda de audição aos cinco meses de idade. Durante o depoimento, Bruna abordou seu caminho na vida acadêmica, como a opção da família por frequentar, desde criança, uma escola comum para facilitar o desenvolvimento da oralidade, e a conquista do 2º lugar em Olimpíada de Língua Portuguesa. Bruna foi a primeira estudante surda do IFPE e concluiu o curso Técnico em Informática, modalidade integrado, no campus Belo Jardim. Atualmente, ela está no 5º período do curso de Direito, em instituição privada de Ensino, na cidade Caruaru. Não concordo com a palavra 'deficiente', é como se a gente tivesse um defeito e não fosse capaz de mudar nossa condição”, defendeu.

Parte da organização do evento com a integrantes da mesa sobre deficiência auditiva.

Leide Freitas, mãe de Bruna e servidora do campus Belo Jardim, contou que o ingresso da filha na instituição despertou a necessidade do Intérprete de Libras no Instituto, resultando na chegada desses primeiros profissionais ao IFPE. A servidora também ressaltou o bom desempenho da filha dentro da Universidade e a perseverança de Bruna em seguir a carreira na área jurídica. “Se hoje alguém me perguntasse até onde Bruna conseguiria chegar, eu diria que ela pode chegar onde ela quiser”, afirmou Freitas. Para a gestora de Extensão, Lídia Pereira, “momentos como esse são importantes para mostrar aos estudantes exemplos de superação, de como é possível ultrapassar barreiras para trilhar o caminho que deseja”.

Outra atividade da programação foi o relato de experiência trazido por Suecleide Araujo, que apontou barreiras de locomoção encontradas nas calçadas e no transporte público. “A caçada é o principal problema, não consigo transitar, preciso dividir espaço com os carros. Além disso, nem todos os ônibus têm o elevador e, por vezes, o motorista e cobrador não sabem manusear o equipamento”, relatou. O público também debateu falhas na legislação que trata da acessibilidade e conferiu o depoimento de Luiz Alves (8), diagnosticado com autismo.

A semana foi encerrada com oficina oferecida pela professora Ana Carolina, junto com os estudantes Carlle Gabrielle e Carlos Gabriel, através do projeto de extensão "Barreiras Arquitetônicas: uma questão de acessibilidade". Na ocasião, alguns estudantes foram convidados para simular a locomoção em cadeira de rodas e outros a transitarem pelo campus com uma venda nos olhos. O momento visou conscientizar os discentes sobre a importância da acessibilidade. Os alunos também conferiram a Exposição de Recursos de Tecnologia Assistiva. 

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