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Aluna de Engenharia recebe prêmio em Portugal

Laianne Torres conquistou duas premiações na Lisbon Maker Faire, a maior feira de makers do país.
publicado: 05/12/2019 12h59 última modificação: 11/12/2019 10h24
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Laianne Torres (IFPE) recebe prêmio na Lisbon Maker Faire

A estudante do Bacharelado em Engenharia Mecânica do IFPE Caruaru, Laianne Torres, conquistou duas premiações na Lisbon Maker Faire, a maior feira de makers de Portugal, com o projeto Bengala Eletrônica. A discente foi segundo lugar nas categorias “Com Eletrônica” e “Maker da Feira”, sendo esta última a modalidade mais importante do evento. Laianne está em intercâmbio acadêmico no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), onde cursa disciplinas nas áreas de elétrica e termodinâmica e realiza estágio no Laboratório de Fabricação (FabLab). 

O projeto foi desenvolvido com a orientação dos professores João da Rocha e José Barbosa (IPB), Arquimedes Paschoal (IFPE), além da colaboração de Jorge Santos (técnico superior responsável pelo FabLab). O protótipo do projeto consiste na detecção de objetos e retorno de sinais sonoros e vibratórios, permitindo que o indivíduo fique alerta sobre os obstáculos antes da colisão. “A bengala é feita com materiais de uso cotidiano e a fabricação de alguns componentes foi realizada em impressora 3D, nas próprias instalações do FabLab”, conta Laianne. 

“Este reconhecimento é para nós muito importante, pois estavam presentes (no evento) muitos projetos de Espaços Maker de grandes centros urbanos, de Fablab’s apoiados por câmaras municipais (Lisboa, Fundão, Évora, Torres Vedras, etc.), de Politécnicos e Universidades (Politécnico de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, etc.) e independentes (OPO Lab, Viva, etc.)”, comentou João da Rocha, que também é diretor adjunto do curso de Engenharia Mecânica do IPB. 

Como funciona: o usuário terá a percepção de distância do objeto sem necessitar mover lateralmente a bengala, pois a varredura é realizada pelos três sensores ultrassônicos que estão dispostos em angulação de 45º entre eles, garantindo que seja identificado a direção do obstáculo (direita, esquerda, frente). Os sinais de vibração são sentidos no próprio cabo da bengala, em três lugares distintos (polegar, indicador e dedo médio), de acordo com a posição que se encontra o obstáculo (direita, esquerda, frente) e em intensidades distintas. Através de buzzers são emitidos alertas sonoros, também com intensidades diferentes, a depender da distância entre o usuário e o objeto. Quanto mais próximo, maior será a frequência de alerta.

Jovens Investigadores: com o mesmo projeto, Laianne também recebeu o prêmio de melhor apresentação em pôster da categoria Tecnologia A, no VI Encontro de Jovens Investigadores do Instituto Politécnico de Bragança. O evento estimula a cooperação entre as comunidades científica e empresarial, dando uma visão geral do trabalho de investigação aplicada baseado na resolução de problemas, que se faz no IPB.