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Educação inclusiva é destaque na programação da SNCT

Oficinas e minicursos tratam de acessibilidade em práticas de ensino e aprendizagem durante a Semana de Ciência & Tecnologia
por publicado: 19/10/2018 12h35 última modificação: 22/10/2018 15h07

Os princípios da Educação Inclusiva – todos têm direito à educação e cada pessoa tem um processo de aprendizagem singular – orientaram diversas práticas durante a Semana de Ciência e Tecnologia do Campus Ipojuca, que aconteceu entre os dias 16 e 18 de outubro, com o tema “Ciência para a Redução das Desigualdades”.

No primeiro dia da Semana, uma oficina de Introdução à Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) reuniu ouvintes e surdos da comunidade acadêmica no miniauditório do Campus. A oficina foi conduzida por estudantes surdos do Campus Barreiros do IFPE. “Foi uma oportunidade de passar adiante um pouco de conhecimento, explicar aos ouvintes como é a vida do surdo e melhorar essa falta de comunicação que existem entre os surdos e a sociedade”, disse Willamar de Souza Feitosa, estudante do curso técnico integrado em Alimentos, que foi um dos ministrantes.

SemanaSurdos06.jpgOs presentes aprenderam conceitos básicos da LIBRAS e praticaram alguns sinais. “Foi apenas uma oficina introdutória, mas espero que tenha despertado a vontade de ajudar nesse trabalho, combater os preconceitos e incluir os surdos nas atividades acadêmicas”, disse Wellenice Amaral Lima, intérprete de LIBRAS no Campus Ipojuca. Ela mediou a comunicação durante atividade junto com Rogério Santos, intérprete no IFPE-Campus Barreiros, que organizou a oficina junto aos estudantes.

A inclusão de surdos e pessoas com deficiência nos espaços e vivências escolares também foi debatida por estudantes do curso de Licenciatura em Química em várias atividades durante a Semana de Ciência e Tecnologia, com relatos de experiência sobre obstáculos nos processos de aprendizagem e uma oficina de produção de legendas em videoaulas. “As ideias surgiram em uma disciplina de Seminários em que nos propusemos a discutir inclusão. Foram mais de dez trabalhos diferentes, e procuramos trazer à Semana algumas propostas levantadas por eles”, disse o professor Hercules Santiago, professor do curso de Licenciatura.

Na mesma linha da educação inclusiva, houve a palestra da professora do município do Cabo de Santo Agostinho Andrea Amara, pesquisadora do tema Andragogia (educação de adultos). “A andragogia estuda como melhorar a aprendizagem do adulto, desde aquele que abandonou o Ensino Básico para trabalhar e depois retornou aos estudos, até o adulto que está buscando uma graduação ou pós-graduação”, explica.

SNCT_Slime18a.jpgAPRENDIZADO E LUDICIDADE – Outras diversas atividades da Semana tiveram como  foco principal a aprendizagem de crianças e jovens no Ensino Básico, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade.

O projeto de extensão “Alfabetização Científica em uma Turma Multisseriada na Perspectiva da Inclusão Social” trouxe para visitar a Semana crianças da Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que mantém uma turma multisseriada na comunidade de Califórnia, vizinha ao Campus. Em uma oficina de slime, um tipo de massinha elástica, crianças de 5 a 12 anos fizeram seu próprio brinquedo e puderam observar na prática conteúdos que aprenderam em Ciências, como as características de misturas homogêneas e heterogêneas.

Professoras da Escola Municipal Integral Eduardo Campos (EMEC), em Ipojuca, montaram durante a Semana a oficina “Reciclando, brincando e aprendendo: rumo à diminuição das desigualdades”, a partir de trabalho que vêm desenvolvendo junto a seus alunos do Ensino Fundamental. Com materiais recicláveis e reutilizáveis, elas confeccionaram dezenas de jogos e brinquedos que auxiliam no aprendizado de conteúdos de Matemática e Ciências.

SNCT_Ludicidade07.jpgAlexsandra Conceição é licencianda em Matemática pelo Ensino à Distância do IFPE, estagia na EMEC e se envolveu no projeto junto com outras professoras e assistentes. “Criança hoje em dia brinca muito pouco – a maior parte do tempo livre está no celular. Com as atividades lúdicas, a gente percebe que elas se divertem muito, se interessam mais pelos assuntos da aula e aprendem melhor”, explica ela.

Sob orientação de docentes, estudantes do Campus Ipojuca também elaboraram atividades voltadas especificamente à aprendizagem de estudantes do Ensino Fundamental. Um dos trabalhos foi o da turma de Gustavo Ferreira, que organizou um quiz e uma gincana com conteúdos de Química, associados ao projeto de extensão “Química Lúdica”, conduzido no Campus. “Mostramos cinco práticas de laboratório e explicamos a reação química por trás de cada fenômeno. Eles foram muito bem, no momento do quiz já estavam bem informados e souberam responder”, diz Gustavo.

Veja fotos desses e de outros trabalhos clicando em “Mais fotos”, na galeria acima.