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Sessão de curtas sobre diversidade dá início ao CineClube Inclusão

A primeira edição do projeto, organizada pelos núcleos de inclusão do Campus Ipojuca, concentrou-se no debate de questões de gênero
por publicado: 31/03/2017 14h49 última modificação: 31/03/2017 14h50
Exibir carrossel de imagens ASCE - IFPE Ipojuca A historiadora e socióloga Alyne Nunes, em debate no CineClube Inclusão

A historiadora e socióloga Alyne Nunes, em debate no CineClube Inclusão

O IFPE-Campus Ipojuca promoveu, na última terça-feira (28), uma sessão de filmes e debate sobre questões de gênero e étnico-raciais. O evento foi organizado em dois horários, pela manhã e à noite, a fim de contemplar o maior número possível de estudantes.

Os filmes exibidos foram escolhidos juntamente com os estudantes que integram os núcleos, e abriram o debate sobre temas como o machismo e a violência contra a mulher, o racismo e a identidade racial, e as lutas das mulheres transgênero por respeito e inserção social. O evento marca também o final de março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (em  08/03).

Na sessão da manhã, o debate teve a participação da professora e pesquisadora Alyne Nunes, formada em História, mestra e doutoranda em Sociologia. Ela trouxe dados sobre as desigualdades raciais e de gênero no Brasil e buscou desconstruir alguns discursos falaciosos sobre o tema, como o de que o feminismo luta pela opressão dos homens ou desvaloriza determinados papeis e estilos de vida. “O que o feminismo busca é uma sociedade em que haja equidade, isto é, o respeito às diferenças de homens e mulheres. O movimento também é interseccional, ou seja, reconhece a diversidade entre vários grupos, e reivindica que todos tenham oportunidades de acesso a todos os espaços”, explica. “A proposta do feminismo não é nada radical: ele existe para dizer à sociedade que mulher é gente”.

O evento, articulado pelo projeto de extensão “Cineclube Inclusão: o cinema como recurso pedagógico na perspectiva da inclusão social”, teve o apoio do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI) e do Núcleo de Estudos sobre Gênero e Diversidade (NEGED), constituídos no Campus Ipojuca em 2016. Os servidores Leandro Paulo dos Santos e Danielle Tavares Ferreira, coordenadores no NEABI e do NEGED, respectivamente, mediaram os debates.