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Artista Taciana Coimbra fará performance no IFPE Olinda

Performance preparada na Itália será realizada na próxima terça-feira (10)
por publicado: 07/03/2020 09h20 última modificação: 07/03/2020 09h20

Em passagem pelo Brasil, a artista Taciana Coimbra realizará performance exclusiva no IFPE Olinda, às 9h30, no pátio do IFPE Olinda, na próxima terça-feira (10). A ação que começou a ser preparada na Itália, onde a artista reside, é uma homenagem ao cenógrafo Eduardo Souza, que faleceu em março de 2018. O trabalho também reflete questões globais.

Uma das marcas de Coimbra é o uso do algodão cru em suas performances, que são pensadas para cada lugar. Ela não repete as produções que faz.  Sua pesquisa poliédrica é consequência do seu percurso formativo, que inclui graduação em artes plásticas, estudos de gravura e artes cênicas na UFPE, além de curso de pintura na Academia de Belas Artes de Reggio di Calabria.

O academismo obtuso e a indiferença pela a realidade gera perplexidade à artista que direciona o seu interesse criativo à pesquisa em Arte Contemporânea. Conclui o curso em 2008 com a tesi : ‘Chi sono loro?’ (Quem são eles?), uma reflexão sobre o fenômeno imigratório. Nesse mesmo período de conflitos, começa a realizar as suas primeiras performances.

Durante o período de estudos no Brasil realizou várias mostras e trabalhou como professora de Artes em diversas escolas e projetos sociais, assim como, arte-educadora em Museus e Galerias de Arte em Pernambuco que enriqueceram a sua experiência profissional.

Da necessidade de um retorno à sua cultura natal, contacta os seus amigos de universidade para realizar um projeto de grupo, assim em 2005 nasce o grupo de arte contemporânea ‘Amplexo’.

Da curiosidade de conhecer novos materiais produzidos no Brasil, a artista se identifica com um tecido de algodão cru fabricado em Pernambuco. E...”como uma Penelope dos tempos modernos” (da entrevista realizada com Serena Carbone), utilizará com grande fidelidade esse tecido como fio condutor da sua obra, usando como tela para as suas criações pictóricas, costurando vestidos para as suas performances.

Em 2010 através do convite do ‘Bare/Not Curating Projects’ participou da mostra coletiva ‘A Caged Bird Sings’ na Crypt Gallery em Londres, onde realizou um trabalho catártico e pela primeira vez desenvolveu o conceito sobre o universo feminino. Essa experiência foi o ponto de início da consciência existencial da artista de ‘ser mulher’; essa temática será presente na sua obra com uma fusão entre vida, arte e contemporaneidade.