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Estudantes do IFPE Olinda projetam próteses para animais mutilados

Materiais serão impressos em 3D. Projeto faz parte de pesquisa realizada na UFRPE
por publicado: 18/08/2017 18h43 última modificação: 21/08/2017 19h55

Estudantes do curso de Computação Gráfica do IFPE Olinda estão projetando próteses para animais mutilados acolhidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas-PE). O projeto faz parte de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação de Medicina Veterinária da UFRPE, que avaliará os implantes.

O primeiro animal a ganhar uma prótese será a jabuti Dora. Resgatada de uma queimada, ela perdeu parte do casco. “Dora teve as placas córneas e ossos comprometidos. Isso afeta a qualidade de vida do animal, pois sem o casco ela fica exposta a mudança de temperaturas e a traumas”, explica a doutoranda, Thábata Morales, que acompanhará os implantes. Ela diz que há algum tempo sonhava em realizar o projeto, mas faltava o designer.

Ao tomar conhecimento da pesquisa, o professor de Computação Gráfica do IFPE Olinda, Rafael Suarez Ziegelmaier reuniu seus alunos para colaborar com a iniciativa. Com ajuda de imagens obtidas através de tomografia computadorizada, eles projetam o novo casco. “Estamos trabalhando no protótipo, através de modelagem 3D. A parte mais trabalhosa vai ser a espessura, pois o casco dela é irregular”, explica.

A prótese será confeccionada numa impressora 3D Dee Green, doada ao Cetas pela Receita Federal de São Paulo, que a obteve numa operação de combate ao contrabando. O equipamento consegue imprimir, no máximo, 10 cm, tamanho bem menor que o casco que Dora necessita, que é de 40 cm. Por isso mesmo, as próteses serão impressas em pequenos pedaços que serão encaixados. Para o estudante do IFPE Olinda, Deleon Buarque, fazer parte do projeto é unir ajuda e aprendizado. “Vou aprender e praticar uma modelagem mais precisa”, diz.

A ideia é ajudar outros animais. No Cetas há, por exemplo, outro jabuti, que foi atacado por um cão, além de gaviões que perderam parte do bico. "Vamos imprimir e implantar e depois avaliar como será a adaptação às próteses. Esperamos que tudo dê certo. Não há problemas de rejeição, pois não se trata de uma endoprótese”, explica Thábata.