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IFPE Campus Pesqueira promove II Fórum LGBTQ+

O evento discutiu a LGBTfobia no ambiente escolar
por publicado: 02/10/2019 10h56 última modificação: 02/10/2019 11h25

“Consideramos justa toda forma de amor”. Foi com esse recado, da canção composta e gravada por Lulu Santos, que a banda da Trupe, formada por estudantes do IFPE Campus Pesqueira, abriu o II Fórum LGBTQ+ do Campus Pesqueira. Com o tema: “Da violência à resistência no espaço escolar: o público LGBTQ+ e o desafio da inclusão”, o evento envolveu estudantes do IFPE Campus Pesqueira, do IFPE Campus Garanhuns e da comunidade externa.

A programação do fórum contou com vários momentos, como cine-debate, oficina de fanzine e lançamento de livro. Na mesa de abertura do fórum, o cientista social Émerson Santos, a professora do curso de enfermagem do IFPE Campus Pesqueira, Valquíria Bezerra, o enfermeiro formado pelo IFPE Campus Pesqueira, João Victor Rodrigues, e a coordenadora do evento, professora Thaysa Cavalcante, discutiram a naturalização e o enfrentamento da discriminação nas escolas.

Para a professora Thaysa Cavalcante, que coordena o Núcleo de Estudos em Gênero e Diversidade do IFPE Campus Pesqueira, a LGBTfobia é naturalizada no ambiente escolar através do humor. “A gente vê muito essa naturalização nas piadas, nas risadas, um gesto de exclusão, um olhar meio torto. Mas, principalmente, nas piadas. A brincadeira tem sido usada como instrumento muito forte de naturalização das práticas de LGBTfobia”, destaca Thaysa.

O estudante de eletrotécnica, Itamar Alves, sentiu na pele esse preconceito disfarçado de piada, antes de entrar no IFPE Campus Pesqueira. No instituto, ele encontrou o apoio que precisava para vencer a LGBTfobia. “Como aqui tem uma equipe multiprofissional, eles me ajudaram durante toda a minha fase de reconhecimento. Eles me abriram as portas, conversaram comigo, me ajudaram realmente”, lembrou Alves.

O fórum foi encerrado com um piquenique colaborativo e declamação de poesias. Para a coordenadora do evento, o fórum foi um momento de poder falar de forma aberta, leve e, em alguns momentos, descontraída sobre gênero, que ainda é tabu para algumas pessoas. “Já vieram perguntar se ia ter todo ano. A gente considera que foi um evento muito positivo, os diálogos estabelecidos foram muito ricos”, concluiu.

Todas as fotos do evento podem ser conferidas aqui: https://flic.kr/s/aHsmHqYBuS