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Discentes do IFPE são finalistas de prêmio com aparelho para diagnosticar câncer

Grupo formado por outros dois estudantes é o único finalista brasileiro da premiação internacional
por publicado: 11/06/2019 16h55 última modificação: 20/06/2019 13h33

Uma maneira de diagnosticar o câncer de pele de maneira precoce. Essa foi a principal motivação que levou um grupo de quatro estudantes a desenvolverem o aparelho DocAssist, mecanismo portátil finalista do “The Paradigm Challenge”, premiação internacional direcionada à inovação e empreendedorismo social para jovens. O grupo, formado por dois estudantes do IFPE, é o único finalista brasileiro da premiação.

O projeto teve início em fevereiro a partir de uma conversa entre o estudante do curso técnico de Eletrônica do IFPE Campus Recife Victor Maia e o discente do 3° ano do Ensino Médio, em Minas Gerais, Diogo Guerra. Os jovens se conheceram em um curso de verão voltado à Ciência Ambiental na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, no início deste ano. Em suas famílias, ambos tiveram casos de parentes diagnosticados com a doença. Encontraram, frente às circunstâncias, motivação para pesquisar sobre o assunto e tentar aprimorar os métodos de diagnósticos atuais. Após se aprofundarem na temática, começaram a desenvolver o projeto de maneira independente, juntamente com o também estudante de Eletrônica do Campus Recife Geovany Ícaro e a estudante do 3° ano do Colégio Marista Marcela Gouvêa.

Segundo Geovany, o aparelho funciona por meio de radiação infravermelha. O mecanismo, que diferencia a pele de diversas partes do corpo, emite raios infravermelhos que reagiram com os tumores. “Estudamos a relação de absorção e de reflexão dos raios infravermelhos com a pele. O tumor tem como característica aumentar a vascularização da pele ao seu redor, o que reflete os raios. Quanto mais saudável, mais ela absorve infravermelho”, explica.

Após ter perdido a avó em função da doença, o projeto se tornou bastante pessoal para Victor Maia. “Por ela não ter plano de saúde, o diagnóstico foi demorado. Acompanhei de perto o processo de tratamento e vi quão difícil é passar por isso. A ideia é evitar situações desse tipo, tornar o diagnóstico mais democrático e acessível”, declara o estudante. Caso conquiste o “The Paradigm Challenge”, o grupo receberá um prêmio de mil dólares. De acordo com Victor, usarão para investir na criação de protótipos e em pesquisas para melhorar o projeto.