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Servidores e servidoras veem na arte uma forma de reencontro

Durante a pandemia, servidores(as) veem na arte uma forma de se reconectar com colegas, alunos e alunas, e com antigos projetos
por Hugo Peixoto publicado: 05/03/2021 15h38 última modificação: 05/03/2021 15h38

A Pandemia de Covid-19 tornou necessário o distanciamento social, e a maior parte das atividades do Campus Vitória continuam remotas, virtuais. Apesar da falta do convívio diário e mais próximo, as lembranças das apresentações culturais que sempre fizeram parte do dia a dia da nossa instituição são sempre um afago na saudade, que está prestes a completar um ano. Durante este período, os servidores e as servidoras precisaram se adaptar a essa nova realidade de trabalho, e muitas pessoas viram na arte – e nas suas mais diversas linguagens – uma forma de reencontro, seja com os alunos e alunas, com os colegas de trabalho ou mesmo com antigos projetos pessoais.

O servidor Michael Lucena é uma dessas pessoas. Ele toca violão desde a adolescência e compôs a primeira música há cerca de 20 anos. A primeira gravação só veio em 2017, em um momento muito importante para a família. “Gravei uma música de letra cristã por conta do meu filho especial, Augusto. Toda vez que eu tocava violão, ele curtia demais essa música. E o que me motivou a gravar foi que, uma vez, quando viajávamos em família, uma noite ele estava muito inquieto e nós não sabíamos o que poderia ser. Como ele não sabe falar, e não anda ainda, ficava difícil descobrir qual era o incômodo. Foi aí que eu mostrei um vídeo meu tocando essa música no violão para ele e ele se acalmou e dormiu”, contou o administrador, que ingressou no IFPE em 2010 e trabalha no Campus Vitória desde 2014.

O tempo passou e os projetos musicais foram guardados, até que em 2020 veio a pandemia, e o período recluso dentro de casa fez despertar a vontade de voltar a se expressar pela arte. “A música ajudou bastante a amenizar esse período tão conturbado em que ainda estamos, bem como a retomar hábitos que ficaram esquecidos ou em segundo plano como escrever e terminar composições antigas, ler livros e etc”, explicou Michael. Para ele, esta foi uma fase também para aprender a não ligar tanto para o julgamento de outras pessoas e a entrar com tudo nesta atividade. “Já que era para sair da minha bolha e espalhar minha música para o mundo todo, resolvi colocar em todas as plataformas de streaming e no meu canal do Youtube. Se der certo, tudo bem. Se não, tudo bem do mesmo jeito, pois é um projeto que sempre quis realizar. Entrei em processo de gravação e no final de 2020 lancei a primeira música, chamada 21 de Setembro e que foi composta na manhã do meu casamento em 2013. No dia 15 de janeiro, lancei Redenção, que já é uma composição mais antiga, da época de adolescente, e ainda tem muito mais a ser lançado este ano”.

Durante este período difícil de pandemia, a arte também ganhou mais um significado para quem já está acostumado aos palcos, como o bibliotecário Kennedy Albuquerque. “Nesse momento de restrições quanto a espaços, afetos e tantas outras coisas, a arte tem servido de alento pra seguir”, disse Kennedy. Ele também começou cedo na música, e as apresentações em que ele participa são bastante conhecidas no Campus Vitória e em todo IFPE. “Sou músico desde os 11 anos de idade. Toquei em Bandas locais até os 18 anos, quando fui fazer faculdade, porém continuei tocando em casa. Fora do instituto toco teclado e acordeon em bandas como Duque de Arake, Bria Soul e outras. No IFPE, me dedico à música através do projeto de extensão LiterAtos”, contou.

Os dois servidores compreendem a arte de maneira semelhante. “A arte é uma forma sutil de comunicação, uma forma de comunicar, sobretudo, o que transborda o que não cabe mais dentro de si. É um expurgo. Talvez por isso traga leveza a quem produz. Penso, ainda, que pode servir de escape e trazer reflexões a quem consome e se identifica com essas manifestações artísticas”, disse Kennedy. “A música me ajuda a despertar sentimentos bons, a me tornar mais leve para enfrentar os percalços da rotina. Consigo ter uma conexão com o meu eu e me faz ser mais criativo. Poder compor uma canção, tocar no instrumento, produzir e gravar a minha própria arte é uma sensação indescritível. A possibilidade da música poder atingir pessoas, mesmo depois que um dia eu partir deste mundo, demonstra o poder atemporal que ela tem”, disse Michael.

Além de Michael e Kennedy, outros professores e administrativos se expressam pelas mais diversas linguagens, fazem arte, e nos reconectam aos amigos, aos nossos eventos, ao dia a dia na escola e a nós mesmos. A poesia do professor Rafael de Oliveira e o LiterAtos, o Coro do IFPE Campus Vitória, com os professores Deneil Laranjeira e Kelsen Gomes, as fotografias da professora Tatiana Carvalho e do professor Renato Barbosa, e tantos outros: como não sentir saudades de ver de perto essa riqueza que é o Campus Vitória?

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