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Reitora do IFPE participa de audiência pública sobre violência nas escolas

Reunião foi convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Pernambuco
por publicado: 20/06/2019 00h00 última modificação: 03/07/2019 16h01
Exibir carrossel de imagens Roberta Guimarães/Alepe

A reitora do IFPE Anália Ribeiro participou, na última quarta-feira (19), de uma audiência pública sobre a violência no ambiente escolar, realizada  na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Convocado pela Frente Parlamentar em Defesa da Primeira Infância e pela Comissão de Educação, o encontro contou com a presença de deputados estaduais, gestores e representantes de movimentos sociais.

 Na ocasião, membros da Ong Visão Mundial apresentaram dados de uma pesquisa indicando que mais de metade de crianças e adolescentes de 67 escolas brasileiras disseram se sentirem inseguras no local onde estudam. O levantamento, realizado em 2018, mostra dados do Recife e de outras seis cidades do País. A sensação de insegurança é maior entre crianças e jovens com deficiência, negros e do sexo feminino. Dos entrevistados, 84% afirmaram ter presenciado brigas entre alunos no colégio. Cerca de um terço deles relata sofrer ameaça, abuso físico ou xingamento na escola e têm aulas canceladas em razão de tiroteio ou confusão no entorno de onde estudam.

 Para a coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Primeira Infância, deputada Simone Santana (PSB),  o debate sobe o tema é extremamente importante para o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao ambiente escolar. “A violência nas escolas depende de múltiplos fatores, desde a convivência familiar, o caminho até o colégio e estigmas sociais”, observou a parlamentar.

 Em seu pronunciamento, a reitora Anália Ribeiro destacou que a violência no ambiente escolar é o exato oposto do processo democrático. “A violência sempre representa um interdito a tudo que a pessoa é e pode ser. As pessoas em situação de violência perdem a capacidade de exercer seu poder na sociedade. Esse é um malefício adicional da violência, além de todos os outros prejuízos. A educação faz com que as pessoas desenvolvam todo o seu potencial e, por isso, ela tem que ser um libelo permanente e expansivo sobre o enfrentamento da violência”, afirmou.

 Karina Lira, assessora nacional de proteção à infância da ONG Visão Mundial, propôs que as soluções devem partir de uma ampla articulação. “A escola precisa responder juntamente a uma rede de proteção composta por assistência social, apoio socioeducativo, saúde, conselho tutelar e a própria Justiça. Essas instituições podem fazer o trabalho de pensar aquele território, com ações de prevenção e também de identificação e suporte às crianças que já são vítimas da violência identificadas no âmbito escolar”, acredita.

O deputado Romário Dias (PSD), que preside a Comissão de Educação, defendeu que os parlamentares, por meio do colegiado procurem caminhos para enfrentar o problema. “Pretendemos providenciar, em agosto, uma nova reunião com a presença de representantes do Ministério da Educação porque acreditamos que o MEC não está entendendo ainda as necessidades do País”, informou.

 Também participaram do encontro Dulcicleide Amorim (PT), Juntas (PSOL), Professor Paulo Dutra (PSB), Sivaldo Albino (PSB), Teresa Leitão (PT) e William Brigido (PRB).