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Seminário discute inclusão no IFPE

Evento é parte integrante do IV Encontro de Extensão, promovido pela Proext
por publicado: 12/12/2016 21h03 última modificação: 13/12/2016 17h12

Como parte das atividades do IV Encontro de Extensão do Instituto Federal de Pernambuco (Enext), foi aberto, na noite desta segunda-feira (12), no auditório do Campus Recife, o I Seminário de Inclusão do IFPE. Na palestra de abertura, a pedagoga do Centro Tecnológico de Acessibilidade (CTA) do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Bruna Salton, abordou o tema Educação Inclusiva e o desenvolvimento de Tecnologias Assistivas.

De acordo com Salton, o CTA atua, desde 2006, desenvolvendo projetos de acessibilidade digital, além de prestar assessoria, capacitações e produção de tecnologia assistiva de baixo custo para a comunidade interna e externa da instituição. “O principal foco do Centro é a produção de tecnologia assistiva, ou seja, trabalhar para criar ferramentas que proporcionem ou ampliem as habilidades de pessoas com deficiência”, ressaltou.

A especialista ainda destacou que não é fácil levar esse trabalho adiante devido a muitas dificuldades e desafios. “A gente sabe que temos um potencial enorme, mas ainda não conseguimos atingir quem realmente precisa”, afirmou.

CASE DO IFPE – Na sequência do seminário, os professores do curso de Mecânica do IFPE- Recife, José Ângelo Costa, José Urbano e Jacek Stanislaw, realizaram o relato de experiência sobre as ações do grupo de pesquisa Tecnologia Assistiva, Funcionalidade e Inovação, no qual os docentes mantêm em conjunto com professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O grupo desenvolve diversos projetos, entre eles está o de disponibilizar um equipamento de scanner 3D do Departamento de Mecânica do campus para desenvolver próteses e órteses mais próximas à geometria do corpo humano com objetivo de ajudar pacientes em tratamento de terapia ocupacional do Hospital das Clínicas. “Temos testado esses adaptadores em atividades do cotidiano de pacientes com Mal de Parkinson, pois além dos tremores eles tem problemas de rigidez muscular”, explicou Ângelo.

Os pesquisadores agora estão na fase de patentear o projeto para depois comercializar o produto a preços populares a fim de ajudar mais pacientes a terem uma maior independência em tarefas do dia a dia. “Nossa ideia é usar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, enfatizou o docente.

SEGUNDO DIA - A programação desta terça-feira (13) incluiu a palestra sobre "Inserção no Mercado de trabalho das pessoas com deficiência", ministrada por Manoel Aguiar, funcionário da secretaria estadual de Turismo. Com deficiência visual desde os oito anos, ele abordou os obstáculos culturais existentes na sociedade para se colocar em prática os conceitos de inclusão e acessibilidade. "A cidadania só é exercida em sua plenitude quando há inclusão e acessibilidade. Isso só é feito quando as oportunidades forem iguais para todos, maiorias e minorias. Mas incluir minorias é sempre mais difícil porque as maiorias pressionam mais", disse. 

Aguiar também apresentou os pontos principais da legislação vigente relativos à inclusão e acessibilidade no mercado de trabalho, destacando as mudanças legais realizadas desde 1981. O grande problema, segundo ele, ainda é conseguir colocam em prática o que hoje está na "letra da lei". A grande mudança, segundo Aguiar, começa com a convivência. "As pessoas não são acostumadas a conviverem com o diferente. Por isso, não sabem agir quando se depara com um deficiente visual ou com um usurário de cadeira de rosas", afirmou.