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Cerimônia de premiação entrega medalhas e certificados de mérito a estudantes vencedores de Olimpíadas do Conhecimento

Pela primeira vez, evento concentrou a entrega dos prêmios das diversas modalidades de competição


OPA, OPEF, ONC, ONIA, OBLI, OPEQ, OPEFOG, OBA, OMIF, OPEMAT, OBB, Canguru, Mandacaru. Quem não é do IFPE se sente perdido em meio a essa verdadeira sopa de letrinhas! Mas não nossos estudantes: esses cada vez mais conhecem e se destacam em diversas áreas das olimpíadas do conhecimento, seja em nível estadual, regional, nacional e até internacional.

Uma prova disso é que, na última segunda-feira (19), o IFPE Recife realizou uma cerimônia que concentrou premiações obtidas pelo campus em 2025. Pais, mães, irmãos e colegas foram prestigiar seus campeões, alguns dos quais venceram em mais de uma modalidade de competição. À frente do evento estava a Coordenadora Geral das Olimpíadas do IFPE Recife, Cleide Leite, que compôs a mesa de honra juntamente com o Diretor Geral do campus, Fábio Nicácio, e a Diretora de Ensino, Clara Catanho.

Mesa de honra da premiação

“Este evento é um reconhecimento à dedicação de muitas pessoas que sabem que as olimpíadas do conhecimento são um caminho com muitas portas para inúmeras oportunidades de crescimento”, pontuou Fábio Nicácio. Já Clara Catanho destacou que a ideia de centralizar o evento de premiação estava sendo posta em prática pela primeira vez. “Criar uma coordenação específica para as olimpíadas no campus Recife era uma solicitação dos estudantes”, relembrou.

“Mais do que entregar medalhas, estamos aqui reconhecendo todo o esforço e comprometimento dos participantes. Cada premiação representa horas de estudo, desafios superados e o reconhecimento de que a educação pública de qualidade transforma vidas. O IFPE reforça, assim, seu compromisso com a Ciência, com a Educação e com o futuro que estamos construindo juntos”, declarou Cleide Leite.

Na plateia, além dos estudantes e seus familiares estiveram presentes diversos professores e coordenadores de olimpíadas, com destaque para o professor Guilherme Pereira, que além de orientar estudantes está à frente de um projeto de extensão que realiza as Olimpíadas Científicas Pernambucanas, envolvendo mais de 350 escolas públicas e privadas. “Estamos entregando cerca de 1200 medalhas em escolas de todo Pernambuco”, afirmou. Junto com os membros da mesa, ele participou da distribuição dos prêmios. Mas antes da entrega das medalhas, o grupo Salve Chico, composto por estudantes do campus, apresentou coreografia em homenagem ao criador do Movimento Mangue.

>> Acesse a lista com os estudantes premiados no dia 19 de janeiro
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Como surgiram as olimpíadas do conhecimento no Brasil

A primeira olimpíada científica realizada em nosso país foi a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), em 1979, Mas em países como a Hungria e a Romênia já havia competições do gênero desde o final do século XIX.

Após a primeira OBM, o movimento foi crescendo no Brasil e, a partir dos anos 2000, atingiu seu auge, abarcando múltiplas áreas de conhecimento. Nesse meio, Pernambuco vem se destacando pela criação de olimpíadas próprias, fortalecendo a iniciação científica no meio estudantil. Como exemplo, pode-se citar a OPEFOG – única olimpíada estadual de Astronomia, Física e Foguetes do país.

As olimpíadas do conhecimento celebram a aprendizagem e estimulam o raciocínio lógico, a curiosidade, o espírito de equipe e a inteligência emocional. Atualmente, há competições em diversas áreas, e em 2025 nossos alunos se destacaram em algumas delas. Então, vamos descobrir o que significa aquele monte de siglas citadas no início do texto?

Impacto na vida dos estudantes

Além da alegria geral, a cerimônia também trouxe reflexão. Para Amanda Félix, que cursa o sexto período do Ensino Médio Integrado com Eletrotécnica e conquistou a medalha de prata na Olimpíada Pernambucana de Astronomia e Astronáutica (OPA), participar da competição “é uma chance única de obter novos conhecimentos, desenvolver habilidades de raciocínio lógico, estudar temas extracurriculares, dar destaque ao currículo e criar vínculos saudáveis de amizade”.

Pedro Barreto Falcão, aluno do quarto período do Ensino Médio Integrado com Segurança do Trabalho, abocanhou uma medalha de ouro na Olimpíada Pernambuca de Física (OPEF) e outra de prata na Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG).  Ele descreveu suas vitórias como sendo uma forma divertida de se colocar um passo à frente da concorrência. “Aprendi coisas novas que vão cair no Enem e no SSA, e consigo aprofundar as questões e aplicar na prática”, detalhou.

E por conquistar a medalha de prata no Canguru de Matemática o estudante Kauã Victor Ribeiro da Silva acabou saindo do IFPE Recife. Ele recebeu o convite de uma instituição do Ceará para ir viver naquele estado, recebendo gratuitamente moradia, alimentação e acesso a um curso preparatório especializado na concorridíssima seleção do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). “Participar dessa olimpíada foi o diferencial na minha vida”, resumiu Kauã.

Ao final da premiação, a Coordenadora Geral das Olimpíadas do IFPE Recife anunciou, ainda, que os próximos históricos escolares emitidos pelo IFPE vão destacar a participação dos estudantes neste tipo de evento. “Algumas universidades, como é o caso da Unicamp, em Campinas, utilizam esse critério na hora de selecionar candidatos. Ter essa participação no currículo é um grande diferencial”, afirmou Cleide Leite.

 

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>> Leia algumas matérias sobre as conquistas de nossos estudantes

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