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Projeto de Extensão reúne extensionistas e representantes de comunidades e movimentos de trabalhadores rurais em encontro no IFPE Recife

Durante o evento, foram entregues os desenhos das plantas de construções de estruturas como igrejas, associações de moradores e escolas e, também os relatórios  das instalações elétricas destes locais. Trabalho feito por estudantes entusiasmou a comunidade acadêmica e o projeto inicial vai se desdobrar e se transformar em programa


Na manhã do dia 22 de dezembro, diversos estudantes do Ensino Médio Integrado do IFPE Recife (vinculados aos cursos de Eletrônica, Eletrotécnica, Edificações, Química, Saneamento e Segurança do Trabalho) e ligados ao projeto de extensão “Energizando Mulheres Negras Camponesas”, coordenado pelo professor André Gonçalves, entregaram às comunidades Padre Thiago (de Moreno-PE) e Fervedouro (de Jaqueira-PE) os desenhos das plantas de construções  de estruturas como igrejas, associações de moradores e escolas e, também,  relatórios  das instalações elétricas destes locais,  elencando os problemas existentes e as soluções possíveis  a serem implementadas. Todo esse trabalho foi realizado por cerca de 40 estudantes de seis turmas diferentes durante o segundo semestre de 2025, sob a supervisão de docentes do campus.

As atividades aconteceram por meio de um grande diálogo com as comunidades camponesas, que vivem em áreas habitadas há mais de um século por suas famílias. Ao longo do tempo, enfrentaram ataques brutais de representantes do agronegócio – mas conseguiram transformar seus territórios em locais de produção de alimentos, turismo rural, educação e arte, como música e festejos.

O evento do dia 22 ocorreu no Bloco B do IFPE Recife e reuniu estudantes extensionistas, lideranças das duas comunidades, representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Diretor de Política Institucionais, Hilson Vilar, que ressaltou “a importância do trabalho com a comunidade e a excelência e profissionalismo das produções dos estudantes”. O representante da CPT, Geovani Leão, acrescentou que o trabalho foi “maravilhoso, de grande valia para as comunidades e essencial na integração do campo com o IFPE”.

>> Veja a primeira ação realizada pelo projeto
>>  Acesse a segunda visita feita por estudantes do campus


Resultados e planos futuros

Para o coordenador do projeto, André Gonçalves, os resultados das atividades “surpreenderam muito e de forma positiva”. “A competência técnica dos estudantes para realizar os diagnósticos da parte elétrica e a elaboração das plantas baixas das casas foi admirável”, avaliou.

“As quatro visitas que fizemos às comunidades foram bastante pedagógicas. Nosso projeto começou com a escuta das comunidades, e a partir daí entendia as necessidades delas. Foi um processo dialógico, e a gente teve um momento muito bonito na comunidade Padre Thiago. Passamos o dia lá, almoçamos e os estudantes produziram farinha, fizeram tapioca, o tempo todo trabalhando e observando mas também trocando e aprendendo”, relatou.

André relembrou um fato emocionante: “oficialmente, no projeto só havia quatro estudantes, sendo dois bolsistas e dois extensionistas voluntários. Mas a comunidade acadêmica foi se envolvendo, se incorporando, querendo participar. Isso foi muito interessante”.

Os frutos do trabalho não poderiam ser melhores. “Agora, esse projeto inicial vai se dividir em quatro projetos diferentes que serão executados em vários cursos do campus, para que junto com outros coordenadores possamos criar um programa de extensão”, concluiu.

 

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