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Estudantes do IFPE Olinda conquistam medalhas de prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Geografia

Duas equipes do Campus participaram das três fases da competição nacional e se destacaram pelo trabalho coletivo, interesse pela disciplina e desempenho nas provas


Uma boa prova de Geografia exige mais do que decorar nomes, lugares ou conceitos. É preciso interpretar mapas, analisar gráficos, relacionar fenômenos e compreender como diferentes aspectos da sociedade e do território se conectam. Foi diante desse desafio que estudantes do IFPE Olinda encararam a Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) — e terminaram a competição com duas medalhas para celebrar.

O Campus teve duas equipes inscritas na edição deste ano, que participaram das três fases da olimpíada, realizadas on-line. O resultado foi comemorado com uma medalha de prata, conquistada por Vinicius Cordeiro, Rafaela Lins da Cunha e Lucas Santos, e uma medalha de bronze, obtida por Pedro Lucas da Silva Lima, Rafael Augusto e Nicolas Lacerda.

A preparação aconteceu principalmente a partir dos conteúdos trabalhados em sala de aula e do contato com provas de edições anteriores. Segundo a professora Lúcia Librório, que orientou os estudantes, a competição amplia as possibilidades de aprendizagem ao aproximar o conteúdo escolar de situações que exigem diferentes habilidades.

“A olimpíada demanda um conhecimento bem amplo: eles precisam analisar gráficos, compreender cartografia. É uma prova muito boa, e eles se empenharam muito”, destaca a professora.

Para Lúcia, um dos aspectos mais importantes da experiência foi a possibilidade de os estudantes perceberem a dimensão interdisciplinar da Geografia. “Fico feliz com o interesse dos estudantes pela disciplina e pela oportunidade de vivenciarem o trabalho em equipe e perceberem a importância da Geografia no cotidiano”, afirma.

As questões foram respondidas coletivamente pelas equipes, exigindo não apenas domínio dos conteúdos, mas também diálogo e capacidade de construir respostas em conjunto.

Entre os estudantes que viveram essa experiência está Rafaela Lins da Cunha, que já havia participado da olimpíada em 2025. Na ocasião, sua equipe conquistou uma medalha de bronze. Desta vez, veio a prata — resultado que ela esperava alcançar. “Eu fiquei feliz com o resultado, estava esperando que fosse prata ou ouro”, comemora Rafaela. Para ela, o desempenho da equipe neste ano foi superior ao da edição anterior.

Também medalhista de prata, Vinicius Cordeiro, estudante do quarto período de Computação Gráfica, entrou na disputa confiante no trabalho da equipe. A expectativa, porém, não diminuiu a ansiedade até a divulgação do resultado. “Eu já esperava ganhar uma medalha. Tenho confiança nos outros integrantes da equipe e no nosso trabalho juntos”, afirma Vinicius.

Para ele, a premiação representa mais do que uma colocação em uma competição. “Essa premiação representa nossa dedicação, tanto na matéria quanto na nossa trajetória acadêmica”, avalia.

A experiência na OBG mostra, assim, que aprender Geografia também significa desenvolver a capacidade de interpretar informações, relacionar diferentes conhecimentos e construir soluções coletivamente. Ao levar esses conhecimentos para uma competição nacional, os estudantes ampliam a experiência vivida em sala de aula e percebem, na prática, como a Geografia está presente no cotidiano.

A conquista das duas medalhas reforça ainda o interesse dos estudantes pela disciplina e o valor de experiências acadêmicas que estimulam o protagonismo, a colaboração e a aplicação do conhecimento para além da sala de aula.

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