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ProfEPT alcança conceito 4 na avaliação quadrienal da Capes e consolida trajetória de crescimento no IFPE Olinda

Resultado reconhece trabalho coletivo, autoavaliação contínua e impacto acadêmico e social do programa no IFPE


O Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), ofertado em Rede, da qual o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) – Campus Olinda faz parte, recebeu conceito 4 na mais recente avaliação quadrienal da Capes. O resultado é comemorado pelos docentes e pela coordenação do programa como reconhecimento de um trabalho coletivo, sistemático e alinhado às exigências nacionais da pós-graduação stricto sensu.

De acordo com a professora Rosângela Melo, que coordenou o ProfEPT no Campus Olinda durante o período avaliado, a nota é resultado de um processo que vem sendo construído ao longo do tempo. “Essa nota é reflexo de um trabalho intenso que teve início há algum tempo, sob a orientação e controle da Coordenação Nacional do programa”, destaca. Segundo ela, a autoavaliação foi um eixo central dessa trajetória, com a realização de seminários específicos voltados à análise crítica do funcionamento do curso e à identificação de pontos que precisavam ser aprimorados.

Em 2023, o programa passou por um seminário de autoavaliação e também recebeu a visita técnica da Capes, ocasião em que foram feitas recomendações de ajustes. Parte significativa dessas orientações foi incorporada à dinâmica do curso, especialmente no que diz respeito ao perfil de ingresso dos estudantes. A partir do edital de 2024, passou a ser exigido que os candidatos fossem oriundos da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), com experiência mínima de seis meses na área e com uma ideia inicial de projeto alinhada à linha de pesquisa escolhida.

“A mudança tornou o acesso mais restrito e reduziu o número de candidatos, mas representou um avanço importante para o programa”, avalia Rosangela Melo. “O estudante passou a ingressar já com vínculo real com a EPT, o que impactou diretamente na qualidade das pesquisas desenvolvidas e contribuiu de forma significativa para a melhoria da nota.”

Outro aspecto decisivo para o resultado foi o rigor na gestão e atualização das informações acadêmicas em plataformas como a Sucupira, o Observatório do ProfEPT e o repositório institucional do IFPE. Em 2024, o Portal Integra passou a funcionar como vitrine nacional dos Produtos Educacionais (PE), exigindo ainda mais atenção à consistência e à atualização dos dados. Nesse contexto, o Campus Olinda se destacou por manter todas as dissertações e produtos educacionais devidamente cadastrados e, mais recentemente, por iniciar o espelhamento dos PE no Portal Integra, sob a supervisão da Propesq — um diferencial em relação a outras instituições associadas.

A atuação integrada de diversos setores do IFPE Olinda também foi fundamental. Secretaria, Registro Acadêmico, Biblioteca, Assessoria de Comunicação (Birô), setores administrativos, CTIC, Gabinete, DPEX e Direção-Geral trabalharam de forma articulada para garantir o pleno funcionamento do programa. “Esse apoio institucional faz toda a diferença, especialmente no que diz respeito à organização das informações, à infraestrutura e à visibilidade das ações do ProfEPT”, ressalta a ex-coordenadora.

No campo acadêmico, a produção docente teve peso relevante na avaliação. Cada professor precisou apresentar, no mínimo, quatro produções qualificadas, entre artigos em periódicos e capítulos de livros. Além disso, o programa se destacou no cenário regional ao indicar à Capes três produtos educacionais com impacto social, figurando entre as instituições associadas do Nordeste com maior reconhecimento nessa dimensão.

Os resultados do ProfEPT também se refletem na trajetória de seus egressos. Ex-mestrandos do programa continuam a trajetória da pesquisa acadêmica em programas de doutorado, reforçando a qualidade da formação oferecida. Enquanto recebiam a notícia da avaliação da Capes, os docentes celebravam as conquistas mais recentes em cursos de doutorados.  Valéria Pereira Fagundes foi aprovada no Doutorado em Educação da Universidade Federal de Pernambuco, enquanto Koenigsberg Lee Ribeiro de Andrade Lima ingressou no Doutorado em Ensino da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Ambos são egressos do ProfEPT, sendo Koenigsberg também servidor do IFPE.

Outro marco recente foi alcançado em outubro, quando o programa celebrou a defesa da 100ª dissertação, simbolizando uma trajetória consolidada de pesquisa aplicada e compromisso com a transformação social.

Apesar da conquista do conceito 4, o relatório da Capes também aponta desafios a serem enfrentados na próxima avaliação quadrienal, como o fortalecimento da infraestrutura, o aumento da produção docente em periódicos de maior qualificação (A1 a A4 e B1) e a implementação integral das disciplinas no formato presencial. Segundo Rosangela Melo, esses avanços dependem de um esforço que extrapola o âmbito do Campus Olinda e envolve a gestão institucional do IFPE, especialmente no que se refere às condições de trabalho e à definição da carga horária docente.

Ainda assim, a avaliação positiva consolida o ProfEPT como uma referência regional. “Essa conquista não é apenas do IFPE Olinda, mas da Propesq e de todos os campi aos quais pertencem os professores que atuam no programa”, enfatiza a professora. O reconhecimento se estende aos campi de Vitória de Santo Antão, Paulista, Recife, Igarassu, Abreu e Lima, Belo Jardim, Olinda e Pesqueira, que, de forma conjunta, contribuíram para o resultado alcançado.

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