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Estado laico, educação pública antirracista e tolerância religiosa foram temas bordados em mesa redonda com estudantes

A ação organizada pelo NEABI aconteceu no dia 29 de maio, com alunos/as dos cursos integrados e do programa PartiuIF.


Como forma de marcar a passagem do Dia da África, celebrado em 25 de maio, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFPE Caruaru promoveu mesa redonda sobre Estado laico, educação pública antirracista e tolerância religiosa. Estudantes dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio e do Programa PartiuIF participaram do evento.

A ação foi conduzida por Yasmim Alves, professora de Sociologia da Rede Pública Estadual de Pernambuco e mestranda em Ciências Sociais pela UFRPE, e integrante do Afoxé Alafin Oyó; e Petrúcio Cruz, músico, arte-educador, professor e presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial (COPPIR-Caruaru).

Yasmim Alves trouxe em sua apresentação algumas leis, como a Lei nº7.716 (1989), que define os crimes resultantes de preconceito de raça e cor; as Leis 10.639/2023 e 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio no Brasil; a Lei de Cotas; e o Decreto nº 8.727/2016, que determina o uso do nome social e o respeito à identidade de gênero de travestis e transexuais na administração pública federal.

Como uma forma de trazer a temática para a realidade dos estudantes, a professora citou as profissões que os discentes irão exercer após o término do curso. “Vivemos num mundo em que o trabalho é uma questão central da nossa vida e quando a gente olha para a realidade brasileira esse trabalho é mediado por outros tipos de relações sociais que estão conversando entre si, como por exemplo a questão etnico-racial, as questões de gênero”, afirmou Yasmim. Já Petrúcio Cruz trabalhou com o público presente o conceito de heteroidentificação e o papel do estudante como meio de transformação numa sociedade que foi estruturada pelo racismo.

Weydson Roberto, coordenador do NEABI, ressaltou que a ação é resultado de uma colaboração entre COPPIR, NEABI e Grêmio Mestre Vitalino. “A atividade foi pensada para reforçar que o IFPE é uma casa de educação e aqui não há espaço para qualquer tipo de intolerância”, destacou.

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