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Estudante do Campus Caruaru recebe prêmio de destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do IFPE
Raissa Farias, de curso Técnico em Segurança do Trabalho, foi indicada pelo trabalho “Voz e identidade: a escritura de mulheres pernambucanas em Profundanças 1”.
Na última segunda-feira (14), durante a abertura do XXI Congresso de Iniciação Científica (Conic) do IFPE, ocorreu a entrega do Prêmio Maria do Carmo Sette – Produção e Difusão do Conhecimento. A iniciativa reconheceu estudantes dos campi pelo desempenho nas atividades de Iniciação Científica e Tecnológica, ciclo 2024/2025.
Representando o Campus Caruaru, a estudante Raissa Ester Vidal de Farias, do curso Técnico em Segurança do Trabalho (integrado), recebeu o prêmio por seu trabalho “Voz e identidade: a escritura de mulheres pernambucanas em Profundanças 1”. O professor André Pessoa foi o orientador e coordena o projeto a que o trabalho está ligado. O evento aconteceu no Campus Vitória e foi organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação.
Para a indicação, foram considerados os trabalhos que obtiveram nota 10 na avaliação do conteúdo do relatório, na apresentação e na recomendação expressa dos avaliadores para premiação. Também foi avaliada a participação em atividades de socialização de resultados e divulgação científica, além de premiações recebidas.

O trabalho de Raissa é voltado para os poemas do primeiro volume da coletânea Profundanças, publicada em 2014. A produção de 13 autoras foi analisada, buscando entender como suas vivências e experiências ganhavam vida por meio da poesia. Raissa explicou que, ao longo das leituras, observou alguns aspectos, principalmente a relação com o corpo e a subjetividade, a memória e o tempo, a ancestralidade e a cultura afro-brasileira, além das questões de gênero, raça e classe que atravessam essas experiências. “A referência da Escrevivência, de Conceição Evaristo, foi importante para essa leitura, pois ajudou a compreender essa escrita a partir da relação entre vida, memória, corpo e palavra”, comentou.
“O mais interessante para mim foi perceber que precisava voltar várias vezes aos mesmos poemas. Às vezes, uma primeira leitura me fazia entender uma coisa e, depois, quando eu voltava ao texto, encontrava outra possibilidade. Outra coisa que fui entendendo durante a pesquisa foi que não bastava olhar apenas para o poema. Também era importante pensar em como essas autoras chegam até os leitores e no papel que o Circuito Profundanças tem nessa circulação. Isso me fez perceber que a pesquisa também envolve pensar em quem tem espaço para ser lido e em como essas vozes conseguem chegar a outros públicos”, afirmou a estudante.
O trabalho desenvolvido por Raissa com a coordenação do professor André Pessoa está vinculado ao projeto de pesquisa “Nas Profundanças da Poesia de Mulheres Pernambucanas: diálogos entre poesia contemporânea e mídias digitais do Circuito Editorial Profundanças”, cadastrado na Propesq. De acordo com o docente, o projeto visa desenvolver uma seleção e análise crítica das coletâneas e das mídias digitais do Profundanças, tendo como recorte o material produzido por escritoras pernambucanas. A iniciativa também propõe a criação de um site com a sinopse do material pesquisado, para desenvolver um mapa/atlas de memória escritural e imagética de acesso público. O projeto teve a participação do professor Rafael Alves como membro colaborador.
Divulgação científica: entre as autoras de Profundanças, a poesia de Calila das Mercês despertou o interesse de Raissa. A partir dessas leituras surgiu o recorte para o artigo “Subjetividade e Fragmentação da Poesia de Calila das Mercês em Profundanças”, apresentado no 10º Seminário Nacional e 4º Seminário Internacional de Linguagem e Humanidades, da Universidade de Passo Fundo (RS), em 2025. A trabalho está publicado nos anais do evento.