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IFPE Olinda planeja desenvolver aplicativo para estimular funções cognitivas de pessoas idosas

Projeto do Núcleo 60+ aprovado no Programa BIA vai criar jogos para celular voltados à memória, atenção e linguagem


O avanço da tecnologia tem transformado diferentes áreas da vida cotidiana e, agora, também se consolida como aliada no envelhecimento ativo. No IFPE Olinda, essa conexão ganha forma com o projeto “Tecnologia na estimulação cognitiva para pessoas idosas no Núcleo 60+”, aprovado no Programa de Bolsas de Incentivo Acadêmico (BIA) 2026.1, financiado pela Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE).

A iniciativa será conduzida pelo professor José Davison, orientador do estudante de Produção Multimídia Carlos Vinícius, bolsista do programa. A proposta é desenvolver um aplicativo de jogos para celular voltado à estimulação cognitiva de pessoas idosas, ampliando as estratégias já utilizadas pelo Núcleo 60+ do IFPE Olinda.

O projeto nasce de uma demanda concreta: potencializar o trabalho já realizado com pessoas idosas por meio de ferramentas digitais acessíveis e interativas. Desde sua implantação, em 2023, o Núcleo 60+ tem se destacado por ações de extensão, especialmente o curso de estimulação cognitiva, que atende cerca de 30 participantes por turma, com exercícios voltados à memória, atenção, linguagem e funções executivas, tradicionalmente realizados com papel e lápis.

A proposta agora é transformar essas atividades em jogos digitais, mantendo os objetivos pedagógicos e explorando o potencial da tecnologia como ferramenta de estímulo cognitivo. Os aplicativos devem funcionar como desafios interativos capazes de estimular o cérebro de forma dinâmica, contribuindo também para momentos de lazer e socialização.

“O envelhecimento populacional é uma realidade crescente no Brasil e no mundo, trazendo desafios relacionados à manutenção das funções cognitivas e da autonomia. Nesse cenário, a estimulação cognitiva tem sido apontada como uma das intervenções mais eficazes para melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa. Ao incorporar aplicativos, o projeto também incentiva a inclusão tecnológica desse público”, evidencia trecho do projeto aprovado.

A metodologia está baseada no conceito da cultura “maker”, conhecida como “aprender fazendo”. O estudante acompanhará as atividades do curso de estimulação cognitiva, observará as práticas já consolidadas e, a partir disso, desenvolverá os jogos digitais. Os aplicativos também serão testados com as pessoas idosas participantes, permitindo ajustes a partir da experiência real dos usuários.

A iniciativa reforça essa abordagem ao unir teoria, prática e inovação em uma proposta que beneficia diretamente a comunidade. O projeto foi contemplado pelo BIA, programa que busca estimular a vocação científica de estudantes dos períodos iniciais dos cursos superiores, especialmente aqueles oriundos da rede pública, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão no IFPE.

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