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Estudantes do IFPE Recife são medalhistas em Olimpíadas
Ao todo, conquistamos duas medalhas de ouro e duas de bronze, além de outra medalha de bronze recebida em novembro
Na última sexta-feira (12/12), quatro estudantes do Ensino Médio do IFPE Recife participaram da Solenidade de Premiação 2025 da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) e da Olimpíada Pernambucana de Química (OPEQ). O evento aconteceu na Concha Acústica da UFPE e reuniu medalhistas pernambucanos das duas competições.
Na primeira etapa da ONC, realizada de forma online, os estudantes responderam a questões objetivas, e na segunda, foram avaliados de forma discursiva. Nossa equipe foi orientada pela professora doutora Laurici Pires. Ao final, na ONC, Crystian Eloi (Eletrotécnica) e Pedro Laet (Mecânica) receberam medalhas de ouro, e Noemy Roza (Química) ficou com a de bronze.
Já na OPEQ, nossa medalhista foi Maria Luiza Torquato (Química), que também ganhou o bronze. Ela foi orientada pelo professor doutor Robson Barros. É importante lembrar que, no mês passado, outro estudante do IFPE Recife foi premiado com o bronze na Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), modalidade B: Raphael Duque Guedes (Eletrônica), que foi a Brasília no dia 27/11 para participar da disputa.
» Confira a colocação de nossos campeões na ONC
» Confira a colocação de nossa campeã na OPEQ
» Confira a coloção de nosso campeão na OBQ
“Para mim, a ONC mostrou que meu esforço realmente podia dar em algo. É muito legal ver que o meu estudo poderia ser materializado em algo além de uma nota. Ganhar a medalha foi o momento em que eu percebi que, mesmo com medo, insegurança e dúvida, ainda dá para acreditar em mim mesmo e conseguir. Me deu um gás pra estudar e aprender coisas além do que é dado em sala”, disse Pedro Laet.
Na avaliação da professora Laurici Pires, as Olimpíadas desempenham um papel fundamental no incentivo ao interesse dos estudantes pelo conhecimento científico. “Elas estimulam o pensamento crítico, a curiosidade e a capacidade de resolver problemas, indo além do conteúdo tradicional da sala de aula. Além disso, promovem a valorização da ciência, identificam talentos e contribuem para a formação de jovens mais preparados, criativos e conscientes do papel da ciência no desenvolvimento da sociedade”. afirmou.
O professor Robson Barros lamenta apenas que as vitórias dos estudantes tenham pouca visibilidade. “Enquanto as escolas particulares não só do Recife, mas de todo o Brasil, fazem a maior propaganda de suas conquistas, colocando outdoors, imprimindo panfletos, usando esse prestígio como moeda de troca para aumentar o número de matrículas e formando equipes de professores voltadas apenas para a preparação dos estudantes, isso não acontece no IFPE”, aponta. Ele é o presidente da comissão de preparação para Olimpíadas de Química do campus, mas diz que a maior parte do trabalho acaba sendo realizada pelos próprios alunos. “Nós quase não temos tempo específico para nos dedicarmos a isso, então nossa equipe faz apenas uma assessoria e tiramos dúvidas”, descreve.
Para ele, as Olimpíadas de todas as disciplinas servem para mostrar à sociedade a qualidade educacional das instituições de ensino. “No nosso caso em particular, tivemos um aluno aprovado na OBQ. Quantos jovens de nosso país seriam capazes de obter uma medalha de bronze nesta competição?”, questiona. “Precisamos parar de nos comportar como narcisos às avessas e valorizar o esforço dos professores e dos estudantes, incentivando a participação, divulgando as conquistas e estando presentes nas cerimônias que celebram esses feitos”, conclui.
» Veja abaixo alguns registros da cerimônia

