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Docentes do IFPE participam da criação de robô inteligente que usa radiação ultravioleta para combater a Covid-19

Aurora 2.0 é capaz de desinfetar ambientes e eliminar micro-organismos, a exemplo do Coronavírus
por publicado: 27/04/2021 18h31 última modificação: 27/04/2021 18h33

Docentes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) desenvolveram, em parceria com pesquisadores do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE), um robô inteligente que é capaz de desinfetar ambientes e eliminar micro-organismos, a exemplo do novo Coronavírus. O dispositivo, chamado de Aurora 2.0, tem 80 centímetros de altura e pesa 40 quilos, e seu funcionamento se dá por meio de inteligência artificial e radiação ultravioleta.

Esse projeto foi vencedor de um edital promovido pela UFPE específico para o fomento de ações de combate à Covid-19. O professor Leandro Almeida, do CIn/UFPE, submeteu o projeto e convidou os professores Frederico Menezes e Ângelo Peixoto, ambos do IFPE, para participarem da construção do dispositivo. Ângelo contribuiu com a parte de engenharia mecânica, estrutura e acionamentos do produto; já Frederico colaborou com sua expertise em química e radiação.

Segundo Ângelo, a Aurora 2.0 é um robô autônomo que grava o trajeto pelo qual irá desinfetar. "Por meio de uma Interface Homem Máquina (IHM), que pode ser um controle remoto ou um aplicativo, o operador faz o caminho pelo qual ele quer que o robô percorra. Esse trajeto então é gravado na memória do dispositivo. Para manter a segurança com relação à radiação, tanto o operador como qualquer outra pessoa precisam se retirar do ambiente, para dar início do processo de varredura feito pelo robô", explica.

Frederico esclarece que a desinfecção começa no momento que as lâmpadas são ligadas e passam a emitir a radiação ultravioleta: “O equipamento trabalha basicamente com ultravioleta na região da banca C. Portanto, é uma região do ultravioleta que ele consegue reagir diretamente com o material genético de fungos, bactérias e vírus, seja RNA e DNA, e causa pequenas lesões nesse material genético. Isso acaba por inativar o micro-organismo”, detalha.

De acordo com Menezes, essa iniciativa se une a várias outras desenvolvidas pelas instituições públicas de ensino no Brasil para o combate ao novo Coronavírus, porém, vai mais além: "Esperamos que isso seja usado para diminuir o risco de contaminação das pessoas por outros agentes patológicos, como fungos e bactérias, principalmente em ambientes hospitalares. Vale destacar também que essa iniciativa só reforça como é importante que nossas instituições sejam apoiadas e financiadas corretamente para o desenvolvimento de tecnologias, para diminuir a nossa dependência de insumos e produtos importados de uma forma geral", enfatiza.

Ângelo pontua que a Aurora 2.0 está sendo testada inicialmente no Hospital das Clínicas (HC) da UFPE, e que depois poderá ser utilizada em escolas, universidades, escritórios e em qualquer outro espaço que necessite de higienização não só por conta da Covid-19, mas também de outros micro-organismos presentes nos ambientes. Segundo o professor, está prevista a entrega de dez unidades para o HC/UFPE, e revela: "A UFPE e o CRCN investiram recursos para adquirir um exemplar para suas instalações. Também estamos negociando a aquisição de uma unidade para ficar no IFPE e ajudar na higienização das salas no retorno das aulas presenciais. Com essa iniciativa, o Instituto entra diretamente com mais uma ação para o enfrentamento da Covid-19, além de ganhar experiência em projetos desse tipo".