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IFPE realiza segunda edição do Ciclo Formativo Propesq
Evento reuniu pesquisadores/as do IFPE e contou com palestra de avaliador de projetos da Finep
A Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Propesq) do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) realizou, nesta quinta-feira (7), a segunda edição do Ciclo Formativo Propesq, com o tema “Elaboração de Projetos Finep e Implantação de Ambientes Multiusuários de Pesquisa”. A atividade aconteceu no Centro de Pesquisas do Campus Recife e reuniu cerca de 80 servidores/as pesquisadores/as de diversos campi da instituição.
A iniciativa teve como objetivo fortalecer a formação da comunidade acadêmica para atuação estratégica em pesquisa, pós-graduação e inovação, especialmente na elaboração de propostas voltadas à captação de recursos externos e à estruturação de ambientes multiusuários de pesquisa.
De acordo com a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFPE, Gabriela Falcão, o ciclo formativo busca preparar os grupos de pesquisa da instituição para atender às demandas cada vez mais complexas das agências de fomento. “O ciclo formativo tem esse objetivo de formar, de fato, a nossa comunidade interna, deixá-la atualizada e preparada para diferentes demandas estratégicas importantes para a instituição no âmbito da pesquisa, da pós-graduação e da inovação”, destacou.
Nesta edição, o foco esteve na elaboração de propostas para editais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), considerada uma das agências de fomento mais rigorosas do país em termos avaliativos. Segundo Gabriela Falcão, a experiência acumulada pelo IFPE nos últimos anos tem ampliado o interesse dos grupos de pesquisa pela captação de recursos externos.
“Preparar para a Finep significa impactar vários outros editais e possibilidades de captação de recursos. No ano passado, a Propesq captou quase R$ 26 milhões em recursos da Finep por meio de propostas apresentadas especialmente pelos campi Recife e Garanhuns. Isso despertou o interesse de outros grupos de pesquisa e ampliou a perspectiva de prospecção dentro da instituição”, afirmou.
A programação contou com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Alan Carlos da Costa, avaliador convidado de projetos Finep e avaliador ad hoc do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Durante a formação, o gestor compartilhou experiências sobre elaboração de projetos, critérios de avaliação e estratégias para fortalecimento institucional na área de pesquisa e inovação.
Além da discussão sobre captação de recursos, o evento também abordou a implantação de laboratórios multiusuários, modelo que vem sendo incentivado no sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação por ampliar o compartilhamento de infraestrutura e fortalecer parcerias institucionais.
Para Gabriela Falcão, os impactos das ações desenvolvidas pelo IFPE extrapolam os limites da instituição e alcançam diferentes territórios e setores estratégicos. “Os institutos federais têm capilaridade e um corpo qualificado para desenvolver projetos com impacto regional e nacional. Em Garanhuns, por exemplo, a proposta aprovada prevê um centro de pesquisa e inovação para o Agreste pernambucano. Já no Recife, os projetos dialogam com temas como descarbonização e transição energética. São iniciativas que ultrapassam os muros institucionais”, ressaltou.
A pró-reitora também destacou o papel dos institutos federais como instituições de ciência, tecnologia e inovação, reforçando a importância da Rede Federal na produção de conhecimento científico e tecnológico. “Muitas vezes, o imaginário social associa o Instituto Federal apenas à formação técnica, mas nós também somos uma instituição de ciência, tecnologia e inovação. Produzimos conhecimento, desenvolvemos pesquisa aplicada e contribuímos diretamente para agendas estratégicas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030”, concluiu.
